sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Um problema de saúde pública

Em nosso país, até pouco tempo, o suicídio não era visto como um problema de saúde
pública. Entre as causas externas de mortalidade, o suicídio encontrava-se na sombra dos
elevados índices de homicídio e de acidentes com veículos, 7 e 5 vezes maiores, em média
e respectivamente. No entanto, a necessidade de se discutir a violência, de modo geral,
trouxe à tona o problema do suicídio.
Algumas medidas eficazes para a prevenção já são evidenciadas em pesquisas
internacionais, como o treinamento de médicos para identificar e tratar corretamente
episódios de depressão, a restrição ao acesso a meios letais (armas de fogo, venenos,
medicações potencialmente letais, acesso a locais de onde o indivíduo pode se jogar)
e o tratamento/acompanhamento de paciente após alta hospitalar de internação
ou atendimento em posto de saúde devido a tentativa de suicídio.
No final de 2005, o Ministério da Saúde montou um grupo de trabalho com a finalidade
de elaborar um Plano Nacional de Prevenção do Suicídio, com representantes do governo, de
entidades da sociedade civil e das universidades. Em 14 de agosto de 2006 foi publicada uma
portaria com as diretrizes que deverão orientar tal plano. Entre os principais objetivos
a serem alcançados destacam-se:
1) Desenvolver estratégias de promoção de qualidade de vida e de prevenção de danos;
2) Informar e sensibilizar a sociedade de que o suicídio é um problema de saúde pública
que pode ser prevenido;
3) Fomentar e executar projetos estratégicos fundamentados em estudos de eficácia
e qualidade, bem como em processos de organização da rede de atenção e intervenções
nos casos de tentativas de suicídio;
4) Promover a educação permanente dos profissionais de saúde da atenção básica,
inclusive do Programa Saúde da Família, dos serviços de saúde mental e das unidades
de urgência e emergência, de acordo com os princípios da integralidade e da humanização.
Em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, a Associação Brasileira
de Psiquiatria – ABP lançou, em 2014, a cartilha “Suicídio: informando para prevenir”.
O objetivo é fornecer informações aos médicos sobre o tema, de forma a ajudá-los a
identificar pessoas em risco e prevenir o ato suicida.
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