domingo, 28 de janeiro de 2018

Transparência e maturidade são soluções para preservar relacionamento e emprego Fonte: Economia - iG @ http://economia.ig.com.br/carreiras/amigos-no-trabalho-devem-saber-separar-lado-pessoal


Não contrate quem você não possa demitir.” Se você já ouviu essa frase, provavelmente foi de alguém que teve problemas no trabalho com amigos ou parentes. Se, por um lado, é muito bom ter alguém de confiança no mesmo ambiente profissional – por conta do conforto emocional que essa pessoa pode trazer -, por outro muitas vezes é difícil separar onde termina a amizade e começa o profissionalismo.

“Por exemplo, se você trabalha no RH e sabe que seu amigo será demitido, mas essa informação é confidencial, o que faz? Se contar para o amigo, pode manter a amizade, mas perderá a credibilidade no trabalho e pode até ser demitido. Ao mesmo tempo, se não falar nada o amigo pode ficar chateado e o relacionamento, abalado”, diz Anderson Cavalcante, palestrante e escritor.



Cavalcante afirma que a solução para manter ambos – emprego e amigo – é ter coerência e bom senso, além de transparência e maturidade. “Há coisas que podem ser compartilhadas com o amigo. Usando novamente o exemplo do RH, se você perceber que seu amigo não está desempenhando bem a função, que não está apresentado os resultados esperados, cabe, como amigo, conversar com ele, incentivá-lo e motivá-lo antes que a demissão aconteça”, comenta.

Telefone sem fio

Mas, até os “toques” positivos podem ser mal interpretados. Foi o que aconteceu com a consultora de comunicação Nancy Assad. Ela conta que se desentendeu com um grande amigo depois de aceitar trabalhar em sua empresa.

“Logo que assumi minhas funções, percebi que havia muita falta de profissionalismo e principalmente de ética dentro da organização. As pessoas falavam mal do chefe que, no caso, era meu amigo. Isso foi progressivamente me envenenando e passei a contar a ele o que acontecia na empresa. Ele, irritado, ia tirar satisfações e mencionava que eu tinha sido a informante”, relata.

Hoje, a consultora consegue enxergar a situação passada e desabafa dizendo que, na época, se sentiu abandonada. “Todo ser humano tem necessidade de ser amado, compreendido e ter suas competências reconhecidas. Eu deveria ter tido um comportamento adulto e de bom senso, considerando a confiança que me foi depositada, e saber que minhas informações não contribuíam em nada com o resultado dos negócios e só pioravam o humor e o ambiente.”


Apesar de a amizade correr o risco de ficar comprometida devido a desavenças no trabalho, Cavalcante afirma que ter bons relacionamentos no emprego é fundamental para o bom desempenho profissional. “Não se dar bem com a equipe ou colaboradores gera até sintomas físicos”, conta.


Afago


O produtor de vídeo Claudio Marconi, de 32 anos, trabalhou de madrugada durante um período e diz que só suportou o emprego porque o compartilhava com grandes amigos. “Qualquer ambiente de trabalho hoje é competitivo. Saber que eu podia contar com aquelas pessoas era um afago. Eu entrava à meia-noite. Um dia, cheguei muito atrasado: às 2h. Eu havia perdido a hora porque estava muito cansado. Quando cheguei, o meu amigo já tinha batido meu cartão.”


Mas não é para encobrir pequenos deslizes que ter um amigo no trabalho é positivo. Para Cavalcante, o amigo torna o ambiente mais leve porque é uma pessoa em quem se acredita que é alguém em quem se pode confiar.







10 COMPORTAMENTOS TÍPICOS DE PESSOAS QUE NÃO TÊM SUCESSO NA VIDA

Empurrar sempre com a barriga aquilo que precisa ser feito e deixar para amanhã, para depois de amanhã, para o mês que vem é um péssimo negócio. Pessoas bem-sucedidas sabem o que querem e por isso planejam seus passos com cautela e cumprem prazos e metas.
Uma das maiores causas da procrastinação é o fato de que as pessoas se sentem sobrecarregadas de alguma maneira e, por isso, acabam deixando de cumprir o que haviam prometido. Como resolver? Quebrando cada tarefa em pequenos deveres mais fáceis de ser resolvidos. A regra é simples e básica: uma coisa de cada vez. O que não pode é continuar adiando seus compromissos.

2 – Culpar os outros

Pare de apontar esse dedo!
Nem sempre conseguimos o que desejamos, e pessoas malsucedidas seguem um padrão nesse sentido: elas acham outras pessoas em quem colocar a culpa. No fundo, essa é uma maneira de não aceitar as responsabilidades de seus próprios atos nem arcar com as consequências das próprias escolhas. Lógico que é mais fácil culpar outra pessoa, mas é também uma forma de se provar irresponsável e sem o controle da própria vida.
Pessoas de sucesso costumam assumir os próprios erros – e não para por aí: elas buscam formas de reparar o estrago que causaram e aproveitam os erros cometidos para aprender com eles.

3 – Viver fazendo suposições

Deixe as caraminholas de lado.
Nosso cérebro tem a tendência natural de supor coisas quando não tem toda a informação necessária para entender determinados acontecimentos. O problema é que, na maioria das vezes, essas suposições estão equivocadas e, também na maioria das vezes, acabamos acreditando nelas e tomando decisões com base em coisas que sequer existem.
Em termos de sucesso pessoal e profissional, acreditar em suposições é um jeito traiçoeiro de nos fazer perder oportunidades. Em vez de supor, pergunte, demonstre interesse, comunique-se.

4 – Falar mais do que ouvir

Shiu!
Você raramente vai conhecer um empresário bem-sucedido que conseguiu chegar à determinada posição sem prestar atenção no que as pessoas da sua área e do seu convívio profissional tinham a dizer. Não é à toa que pessoas malsucedidas são aquelas que adoram falar sobre si e seus feitos, mas que não conseguem ouvir nada do que os outros têm a dizer.
Isso acontece por arrogância e prepotência: são pessoas que se acham tão certas e tão donas da verdade que, para elas, nada do que os outros digam é importante. Vale lembrar, no entanto, do que diz um dos grandes nomes em liderança e empreendedorismo social, Bryant McGill. Para ele, saber ouvir é uma das mais sinceras formas de respeitar alguém.

5 – Evitar riscos

Não tenha medo.
O medo de assumir riscos e abraçar novos desafios é um grande ladrão de oportunidades. Permanecer a vida inteira na sua zona de conforto é uma forma de nunca ter sucesso, afinal as coisas acontecem de verdade quando você cria coragem e se arrisca. Pode não dar certo de primeira, mas continuar tentando é também outro segredinho relacionado a enfrentar riscos.

6 – Temer a demissão

Erga a cabeça!
Em tempos difíceis, ninguém quer ser demitido, realmente, mas é preciso ter em mente que demissões acontecem e que, a partir do momento em que isso acontecer na sua vida, o que você pode fazer é se organizar para criar novas estratégias e, assim, procurar novas oportunidades. Pessoas que não têm sucesso em suas vidas profissionais são aquelas que, diante de um cenário de demissão, se desesperam e paralisam. Por mais difícil que seja, não faça isso. Aja, se reinvente, mostre a cara.

7 – Inveja

Deixe a inveja em casa.
Perder tempo invejando uma pessoa é um péssimo negócio e, definitivamente, é um comportamento típico de pessoas que pensam pequeno e que não têm nem terão sucesso em termos profissionais. O tempo que você perde invejando o sucesso de uma pessoa poderia – e deveria – ser utilizado para que você planejasse seu próprio sucesso. É ou não é algo mais inteligente?

8 – Falando em perder tempo...

Controle seu tempo diante da TV.
Assim como invejar o sucesso de alguém é perder tempo, outras atitudes comuns comem a areia da sua ampulheta sem que você se dê conta e, de quebra, atrapalham a sua vida. Entre as maiores fontes de distração e perda de tempo estão a televisão e a internet – pessoas de sucesso não gastam a maior parte do tempo de que dispõem vendo filmes, programas bobos de televisão, jogando etc.
Não significa que você precise deixar tudo isso de lado – lógico que não! A questão mesmo é saber aproveitar melhor seu tempo com esses meios. Se internet é seu grande vício, procure conteúdos que possam ser úteis de alguma forma e não se permita ficar horas a fio, todo santo dia, assistindo aos vídeos daquele grupo de comédia americano que você adora.

9 – Desejar que os outros se ferrem

Não precisa!
Pessoas de sucesso são aquelas que torcem pelo sucesso de seus colegas também – aquelas criaturas que vivem desejando que os outros se deem mal são os que geralmente se dão mal. Isso de torcer pelo fracasso alheio tem muito a ver com insegurança e falta de espírito de equipe, afinal se seus companheiros de trabalho estão bem, a empresa fica bem e, por consequência, você também.

10 – Concentrar-se nas coisas erradas

"Estou morto por dentro".
Ou você se concentra em ter e dividir ideias com pessoas que possam impulsionar a realização dos seus objetivos, ou você se concentra em seus adversários e fica pensando a respeito das atitudes que poderia tomar para que eles se deem mal. Pessoas malsucedidas costumam concentrar suas energias para si mesmas e não para o trabalho em equipe, não para o coletivo.
Já as pessoas de sucesso olham para si, mas como uma forma de buscar crescimento. Depois, olham para a própria equipe e buscam alcançar resultados positivos para todos. Agora é só perceber em qual desses perfis você se encaixa – se for no de pessoas malsucedidas, lembre-se de que sempre há tempo de mudar e melhorar. É só uma questão de boa vontade e treino.

Mas, afinal, o que é ser profissional?

O mundo profissional está a passar por grandes mudanças e em consequência disso, os desafios são maiores, mais exigentes e competitivos. Com efeito, a definição de bom profissional assume novos contornos. Dominar uma técnica ou ser especialista numa determinada área parece já não ser suficiente. Levanta-se a questão: Como se distingue um verdadeiro profissional? Quais são as competências que diferenciam aqueles que se destacam? De fato, a importância deste assunto convida a uma reflexão. Analisemos pois, algumas competências que poderão fazer a diferença entre um técnico e um bom profissional.
Um dos primeiros argumentos é o de, como na Economia, “tudo tem a ver com tudo”. Importa sublinhar que as competências, chamadas soft skills, quando desenvolvidas em prol de um objetivo, podem contribuir para o aumento das competências técnicas, as chamadas hard skills.
Ser-se especialista numa área requer aprendizagem, tempo, dedicação, experiência, algum talento natural e predisposição. Alguns autores defendem que no mínimo são precisos cerca de 10 anos para que se seja considerado um verdadeiro expert. No entanto, se ao longo deste tempo outras competências não forem desenvolvidas e aplicadas, numa dada altura, a evolução profissional pode revelar-se mais lenta ou até mesmo estagnar.
A capacidade de comunicar ideias com eficácia, a orientação para resultados, a iniciativa e autonomia, e a capacidade de dedicação e de compromisso, bem como o sentido de missão, são apenas alguns exemplos de valências que alguns profissionais possuem, e que podem, a médio e longo prazo, fazer a diferença num determinado momento das suas carreiras.
Na base de uma Organização estão as pessoas. Pessoas que precisam de comunicar para se fazerem entender, para partilharem ideias, conhecimento e informação. Somos responsáveis por aquilo que dizemos e, partindo do princípio que o nosso objetivo é que sejamos entendidos, então também somos responsáveis por aquilo que os outros entendem. Uma boa comunicação consiste primeiro que tudo numa boa organização do discurso interno, e numa boa estruturação das ideias. Um bom profissional sabe explicar-se e fazer-se entender.  
A orientação para resultados significa antes de mais que o profissional sabe identificar quais as tarefas que, executadas de determinada maneira, o podem levar mais rapidamente aos resultados que pretende atingir. No contexto atual, a maior parte das pessoas necessita ter uma percepção mais clara do valor do seu trabalho, e diariamente construir o seu caminho. É importante saber gerir prioridades e prazos. Do que é urgente, saber distinguir o prioritário. Deixar trabalho acumulado pode significar fraca capacidade de distinguir o que é importante ou relevante para uma função ou projeto.
Um bom profissional não fica à espera que lhe digam o que fazer. Um bom profissional está atento aos vários contextos e àquilo que se passa à sua volta, tentando identificar oportunidades para expressar ideias ou opiniões. Ter iniciativa é fazer mais do que é esperado, é compreender as verdadeiras questões e antecipar necessidades.
A capacidade de dedicação de um profissional pode distingui-lo dos outros no sentido em que ele se concentra nas suas tarefas e se envolve nos projetos de tal forma que todo o tempo de trabalho é útil.
A capacidade de dedicação está diretamente relacionada com o compromisso. Alguém que está comprometido com o seu trabalho esforça-se todos os dias, e não perde de vista o objetivo a que se propôs. O objetivo pode até estar longe, mas a cada dia fica mais perto. Haverá dias em que o objetivo parece mais longe, mas os profissionais que se destacam encontram a motivação e a confiança necessárias para continuarem a desenvolver o seu trabalho.
Um bom profissional é responsável. Não se concentra nos problemas do meio envolvente, nem nas circunstâncias que fogem ao seu controlo. Não se vitimiza. Assume as suas escolhas e se não forem as mais corretas utiliza-as para compreender melhor a situação e aprender com elas. É assim que deve agir um profissional de sucesso, porque o contexto empresarial está mais competitivo e exigente que nunca.
Por último, mas não menos importante, estejamos atentos ao sentido de missão. O sentido de missão está intimamente relacionado com os valores em que acreditamos. São esses valores que nos transmitem força quando estamos cansados, e nos levam a realizar projetos que às vezes nos surpreendem.  

Ética Profissional

A ética é a parte da filosofia que se dedica ao estudo dos valores morais e princípios ideais do comportamento social. Ou seja, a ética se refere ao caráter. Ela se diferencia da moral, porque busca fundamentar as ações exclusivamente pela razão, enquanto a moral se baseia em obediência a costumes e hábitos que variam de acordo com a cultura.

A ética profissional pode ser entendida como o conjunto de práticas que determinam a adequação no exercício de qualquer profissão. É através da ética que se dão as relações interpessoais no trabalho, visando, especialmente, o respeito e o bem-estar no ambiente profissional.
Quando falamos em ética, é importante lembrar que ela é inerente à vida humana, ou seja, é indispensável ser ético para conviver em sociedade. É através dela que se pratica o respeito aos demais. Portanto, dentro do ambiente de trabalho ela é ainda mais importante. Afinal, atitudes inadequadas podem, com certeza, afetar o desempenho e a reputação de uma empresa.
Existe uma ética padrão?
Algumas profissões possuem conselhos responsáveis pela criação de códigos de ética específicos, como é o caso dos códigos de ética dos médicos, dos advogados, das engenharias etc. No entanto, estes códigos se referem a procedimentos e normas padrões das áreas, e são necessários por uma questão de segurança. Eles preveem penas disciplinares em lei para violações. No entanto, há comportamentos que devem ser adotados em qualquer que seja a área, por contribuírem para o bom funcionamento do trabalho.
O juramento, feito nas cerimônias de colação de grau de todos os cursos, não deixa de ser um código de conduta ético para cada uma das profissões. Como os códigos de ética, devem ser respeitados, caso contrário, geralmente implicam em danos à sociedade, consumidores, humanos ou empresas.
Quais são os principais fatores componentes da ética profissional?
Os elementos mais importantes da ética profissional são muito semelhantes aos da ética social. São eles:
1) Honestidade: É um preceito básico para a convivência tanto pessoal quanto profissional. Ser desonesto pode trazer consequências gravíssimas para a vida profissional de um indivíduo, como a demissão por justa causa, por exemplo – a depender da gravidade do fato. Falar sempre a verdade, não culpar colegas por erros seus e assumir falhas próprias são atitudes honestas e de valor para uma vida profissional ética e reta.
2) Sigilo: Dados confidenciais da empresa, dos colegas, dos superiores ou quaisquer outras informações relevantes, não devem ser compartilhadas fora da empresa – às vezes nem mesmo dentro dela. Alguns assuntos são confidenciais por segurança, e não é nada ético sair falando aos quatro ventos sobre coisas que não dizem respeito a determinados públicos. Informações sigilosas geralmente estão protegidas por lei e, caso algum funcionário quebre este protocolo, a pena é certa.
3) Competência: Ser competente não se resume apenas a ter talento para desenvolver uma tarefa. A competência envolve também o compromisso, a organização e a capacidade de ajudar os demais, tudo com a finalidade de realizar um bom trabalho de forma geral.
4) Prudência: Respeito às relações profissionais existentes dentro do ambiente de trabalho. Ter noção da hierarquia, cuidado com comentários, brincadeiras e atitudes que podem até mesmo ofender os demais. É importante ainda ter prudência na realização das tarefas, fazer tudo da forma mais correta possível, sem “atalhos” ou “jeitinhos”.
5) Humildade: Ser humilde não é fingir que aquele resultado não foi tão bom quanto parece, ou tentar se esquivar de elogios. Isso é falsa modéstia, e não é necessária. Humildade é perguntar quando há dúvidas, no caso do empregado. É ouvir os subordinados, no caso do líder. Ou, para ambos, reconhecer erros e aprender com eles.
6) Imparcialidade: Ponto importante quando se fala de ética. Tratar a todos de maneira igual, independentemente do cargo que ocupam. Ser imparcial é mais importante ainda para os gestores. Quando ocorrem erros ou problemas é preciso que não haja qualquer tipo de protecionismo. É comum as relações profissionais extrapolarem os limites do escritório e delas nascerem amizades, mas é imprescindível saber separar a relação pessoal da profissional. O foco deve ser sempre na atitude, no fato, no acontecimento, no resultado, e não na pessoa.
A ética profissional vale para todos, independentemente de cargo. Comportamentos antiéticos praticados por líderes invariavelmente abalam o clima organizacional, prejudicando o rendimento da equipe. Já quando o subordinado, membro de um grupo, é antiético, surge o descontentamento entre colegas, a quebra dos círculos de confiança e a diminuição do companheirismo e dedicação.
Não é difícil ser ético. Seja respeitoso e responsável, e com certeza o sucesso profissional ficará mais próximo de você.

É preciso separar lado profissional do pessoal em sociedade, diz consultor

Montar o próprio negócio é a meta de muitas pessoas que sonham com um emprego e um salário melhores. Fazer com que esse objetivo dê certo, no entanto, também dá muito trabalho. Uma das saídas encontradas para driblar as dificuldades é dividir as tarefas – e o negócio – com amigos ou familiares. Mesmo assim, especialistas alertam que é preciso planejar bem a sociedade para não deixar que o lado pessoal se confunda com o profissional e afete os negócios.
“É muito difícil separar a relação sentimental da relação profissional, mas esse é o recomendado. Quando uma empresa familiar tem problemas, gera desgaste na família”, afirmou o professor e consultor da área de negócios Tibério Praxar, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta segunda-feira (29). O consultor lembrou que o inverso também é proporcional. Por isso, as parcerias devem ser feitas entre pessoas que já mantêm um bom relacionamento. “Se a família briga, afeta diretamente na gestão da empresa e a empresa pode falir em decorrência da má relação entre as pessoas envolvidas no negócio”, alerta.
O consultor, que escreveu o livro 'Família, Família Negócios à Parte' com o também professor Abner Mesquita, ainda diz que os desgastes provocados pelos negócios tendem a ser mais graves que os familiares. Por isso, é preciso ter cuidado para não deixar que as dificuldades encontradas nos negócios estremeçam as relações pessoais. “Na disputa familiar, se abdica mais. Mas na relação empresarial, quando o dinheiro está envolvido, é mais difícil de se aceitar e se levar em conta as variáveis envolvidas. Por isso, a relação profissional tende a se desgastar mais rápido que a familiar”, explica.
Uma das saídas para manter as relações separadas é traçar um planejamento para os negócios. “É interessante dividir as atribuições desde a preparação da empresa. Assim, cada sócio fica com uma responsabilidade específica. Ao mesmo tempo, o planejamento contém os resultados esperados. Por isso, cada um pode cobrar do outro”, explica Praxar. Foi mais ou menos assim que o cabelereiro Souza Benassuly conseguiu montar uma empresa de sucesso com a esposa Daniela Marinho. Ele cuida dos cabelos, e ela, da administração.
“Aqui, ele não é meu marido. É meu sócio, meu colega de trabalho”, afirma Daniela, reconhecendo a dificuldade de assimilar as responsabilidades do negócio no início da empreitada, quando largou o emprego de vendedora para trabalhar com o marido. A empresa do casal foi fundada há 15 anos, quando Souza deixou de ser funcionário e comprou o salão de beleza. “Quando comprei a empresa, não conhecia ninguém. Precisava de uma pessoa de confiança que quisesse crescer comigo e ninguém melhor que ela para isso”, conta o empresário, que hoje emprega 17 pessoas e reconhece a importância da esposa no sucesso do negócio. “Não teríamos conseguido chegar onde chegamos se ela não estivesse aqui. O que conquistamos conquistamos juntos”, afirma.
Outro exemplo de que a sociedade entre entes queridos pode dar certo, desde que bem planejada, é a loja itinerante montada pelas amigas Adriana, Isabela e Regina. As três montaram uma loja de roupas e acessórios que não tem espaço físico próprio, é montada todo final de semana na casa de uma amiga ou cliente. Quem aceita receber as peças ganha 10% do lucro daqueles dias. “A rotina da casa muda completamente, mas vale a pena. A comissão é muito boa, mas não é só isso. É uma maneira diferente de receber as pessoas em casa”, acredita a economista Juliana Krauner, que recebeu a loja neste final de semana e transformou a sala e a varanda em mostruário, o quarto em provador e o outro quarto em caixa.
As sócias contam que o modelo de negócios vem dando certo. Por mês, já são cerca de 200 peças vendidas. E a ausência de um espaço próprio ainda gera economias extras. "A gente não tem aluguel e hoje em dia isso é uma coisa que conta muito. Também não temos um funcionário direto. A gente gera empregos indiretos, mas não trata da coisa trabalhista”, explica a empresária Regina Góes. Mas a amiga e sócia Adriana lembra: a amizade e os interesses em comum foram fundamentais para o sucesso da empeitada. “Antes de tudo, temos que combinar bastante, ter objetivos em comum. E a amizade ajudou muito nisso”, acredita.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Febre amarela: quarta notificação foi de criança Menina é filha de um morador de Bezerros que já esta sendo investigado para a doença. Ele teve sintomas de febre e distúrbio hepática depois de viagem à Mairiporã

Hospital Universitário Oswaldo Cruz

Está em quatro o número de notificações de febre amarela (FA) em Pernambuco este ano. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) incluiu, nesta quinta-feira (25), uma criança de 5 anos como mais um caso suspeito. A menina é filha de um morador de 45 anos de Bezerros, no Agreste do Estado, que está sendo investigado para FA desde essa quarta-feira (24) como antecipou a Folha de Pernambuco. Ele, a esposa e a criança estiveram em Mairiporã (SP), no mês de dezembro. Nenhum deles tomou a vacina contra a enfermidade antes de viajar. 

Pai e filha foram atendidos nessa quinta no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), no Recife, referência estadual em infectologia. Na unidade, ambos foram avaliados e tiveram amostra de sangue coletada para a confirmação laboratorial da hipótese de febre amarela. Outras doenças como hepatites, dengue e leptospirose também serão investigadas já que os sinais entre elas se parecem. O material foi enviado para o laboratório de referência nacional em FA. Os dois já tiveram alta e voltaram para Bezerros, onde serão acompanhados por uma equipe de saúde local, mas em casa. 


Pai e filha tiveram febre, vômitos e dores abdominais na volta de Mairiporã. Na criança, os sintomas foram mais brandos e, em cinco dias, houve melhora. O pai teve um quadro mais forte da sintomalogia. Ele também perdeu 11 quilos e permanecia com queixas de mal-estar, febre e fadiga por um período mais longo. No começo da semana, o homem buscou atendimento num posto de saúde de Bezerros, quando houve a suspeita da doença. Exames de sangue indicaram problemas em enzimas do fígado, o que acendeu o alerta para a FA. A equipe técnica da SES foi a Bezerros para seguir com a investigação dos casos e para apoiar as ações de vigilância.

Desde o início do mês, o Estado começou acompanhar alguns pacientes com suspeita da doença, mas, até agora, as sorologias realizadas deram negativo para a febre amarela. A primeira notificação foi a de uma mulher de 37 anos, que também teve passagem por Mairiporã. O segundo foi o de um homem de 54 anos, residente no Distrito Federal, que havia passado por áreas endêmicas na Bahia e também teve queixa de febre na estadia no Recife, mas ele tinha vacinação em dia para a doença. 

Petistas já estudam estratégias para evitar eventual prisão de Lula

Temendo o pior cenário – o de que será decretada a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região –, o PT já estuda uma saída jurídica para neutralizar a execução da pena na segunda instância, informa o repórter Nilson Klava, da GloboNews.
Está em análise a possibilidade de a defesa de Lula apresentar um pedido de habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF) depois do julgamento do recurso do embargo de declaração pela segunda instância.
Os petistas estão preocupados com o impacto político de uma eventual prisão de Lula e, por isso, querem fazer um movimento antecipado. Alguns ministros do STF contrários à execução da pena a partir de condenação em segunda instância já sinalizam que podem acatar o pedido do PT.
Existe uma ação na Corte que pode rever esse entendimento, estabelecido em 2016 em duas votações: em fevereiro, por 7 votos a 4; e em outubro, por 6 votos a 5.
A ação já foi liberada pelo ministro relator, Marco Aurélio Melo, para análise do plenário. Há uma pressão de parte dos ministros do Supremo para que a presidente da Casa, Cármen Lúcia, coloque a matéria na pauta.
Essa revisão da interpretação do Supremo sobre prisão a partir da segunda instância é aguardada por petistas que acreditam que a eventual prisão de Lula colocaria por água abaixo a estratégia do partido de usar a pré-campanha de Lula para alavancar a candidatura de Fernando Haddad, nome considerado o "plano B" do PT.
Por Gerson Camarotti
economia brasileira fechou no ano passado 20.832 postos de trabalho formais, ou seja, com carteira assinada, informou nesta sexta-feira (26) o Ministério do Trabalho.
O número é a diferença entre as contratações (14.635.899) e as de demissões (14.656.731) registradas no ano de 2017, e tem como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Esse foi o terceiro ano consecutivo com perda de vagas formais. Apesar disso, o resultado do ano passado foi o melhor em três anos, ou seja, desde 2014 - quando foram criadas 420,69 mil vagas de trabalho.
Emprego no Brasil
Diferença entre contratações e demissões, em milhões de vagas
1,9431,9431,7071,7071,3971,3972,2232,2232,0262,0261,3721,3721,1381,1380,420,42-1,534-1,534-1,326-1,326-0,02-0,0220072008200920102011201220132014201520162017-2-10123
2016
-1,326
Fonte: Ministério do Trabalho
"Para os padrões do Caged, esta redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado na maioria dos meses do ano passado e apontando para um cenário otimista neste ano que está começando", declarou o ministro do Trabalho substituto, Helton Yomura, por meio de nota à imprensa.
Com o corte de vagas em 2017, o Brasil fechou o ano com um estoque de 38,29 milhões de empregos formais existentes. Esse é o estoque mais baixo desde o final de 2011, quando 38,25 milhões de pessoas ocupavam empregos com carteira assinada no país. Ao final de 2016, o Brasil tinha 38,32 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada.

Mês de dezembro

Somente em dezembro de 2017, as demissões superaram as contratações em 328.539 vagas com carteira assinada. O fechamento de postos foi menor que o registrado no mesmo mês de 2016, quando 462.366 pessoas perderam o emprego. Dezembro é tradicionalmente um mês que registra demissões. Apesar da queda, foi o melhor dezembro desde 2007 (-319.414 vagas fechadas).

Ano de 2017 por setores

De acordo com os números do governo, cinco dos oito setores da economia fecharam vagas no ano passado. Veja abaixo a lista:
  • Indústria extrativa mineral: -5.868 postos formais
  • Indústria de transformação: -19.900 empregos
  • Serviços Industriais de Utilidade Pública: -4.557 vagas
  • Construção civil: -103.968 postos
  • Comércio: +40.087 vagas formais
  • Serviços: +36.945 empregos
  • Administração pública: -575 empregos
  • Agropecuária: +37.004 vagas

Regiões do país

O emprego formal caiu três das cindo regiões do país no ano passado. Veja abaixo:
  • Região Norte: -26 empregos
  • Região Nordeste: -14.424 vagas
  • Região Sudeste: -76.600 empregos
  • Região Sul: +33.395 vagas
  • Região Centro-Oeste: 36.823 empregos

Faixa etária

No ano passado, houve demissões em todas faixas etárias, com exceção de até 17 anos e de 18 a 24 anos. Confira:
  • Até 17 anos: +171.185 vagas
  • 18 a 24 anos: +652.734 empregos
  • 25 a 29 anos: -4.994 vagas
  • 30 a 39 anos: -187.546 empregos
  • 40 a 49 anos: -206.624 vagas
  • 50 a 64 anos: -379.930 empregos
  • 65 ou mais: -65.656 vagas formais
  • G1, Brasília