
Morreu neste sábado (16), aos 65 anos, o jornalista Marcelo Rezende, após lutar durante quatro meses contra um câncer no pâncreas e no fígado. A informação foi confirmada pela Record e noticiada no "Cidade Alerta"
No dia 14 de maio de 2017, foi ao ar uma entrevista de Rezende no programa “Domingo Espetacular”, em que revelou que estava com câncer no pâncreas, já com metástase no fígado.
Por conta da doença, o jornalista se afastou do trabalho na Record TV, emissora em que comandava o “Cidade Alerta” desde 2012.
A Globo, através da internet, anunciou a morte do profissional. Além disso, em sua rede social, divulgou uma mensagem de apoio aos próximos. “Nossos sentimentos à família e amigos”, afirmou.
Marcelo Rezende contou com passagens pelas mais importantes emissoras de TV do Brasil, entre elas a TV Globo, onde comandou o policial “Linha Direta” em 1999. O programa foi um dos maiores sucessos, principalmente por prender importantes criminosos a partir das releituras de crimes.
Depois de deixar a TV Globo passou por três emissoras: Record, Band e RedeTV, onde apresentou o telejornal RedeTV! News por dois anos. No “Cidade Alerta”, da Record, ele conseguiu se manter na TV e popularizar-se até entre jovens com bordões como “Corta pra mim!” e “Bota exclusivo, minha filha, dá trabalho pra fazer”.
Em 2012 ele retornou à Record. Desde então, ao lado do colega comentarista de segurança Percival de Souza, ele deu um novo tom ao formato, inédito nesse tipo de programa de rede nacional: intercalou as notícias de violência cotidiana com falas irônicas e brincadeiras com integrantes do programa, inclusive dos bastidores.
A iniciativa é justificada pela longa duração na programação da Record – a transmissão chegou a ter quase 4 horas diariamente. Fundamental na estratégia de audiência do canal para o fim de tarde e começo da noite, o novo formato do Cidade Alerta alcançou altos índices de audiência, sempre com dois dígitos de pontos no Ibope, tendo seu auge nos anos de 2013 e 2014. Foi destacada a apresentação de Marcelo Rezende na cobertura da histórica onda de protestos pelo país, em junho de 2013, que aconteciam no horário em que o programa era exibido.
A adrenalina do “ao vivo” diário atrelada à forte personalidade do jornalista o fez soltar declarações polêmicas no ar: demonstrar apoio às manifestações populares aqui citadas, ser contra a reforma previdenciária do Governo Temer e ser favorável à pena de morte para crimes graves e à diminuição da maioridade penal.

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