segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Novembro Azul reforça necessidade de cuidados com a saúde do homem

Novembro Azul reforça necessidade de cuidados com a saúde do homem Charles Guerra/Agencia RBS



A cada 24 horas, pelo menos um homem morre em Santa Catarina por consequência do câncer de próstata. Em 8 horas, um novo paciente é diagnosticado com a doença. Os dados alarmantes são de 2015 e correspondem ao último levantamento divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), que também estimou 2,3 mil novos casos de câncer de próstata no Estado em 2017. 
Conforme a projeção mais recente de casos do Inca, para 2016/2017, Santa Catarina é o quinto com maior incidência de câncer de próstata por proporção , com taxa estimada de 72,36 casos para cada 100 mil homens, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul (109,59 casos), Paraná (95,36), Mato Grosso do Sul (88,30) e Rio de Janeiro (74,5). 
Para o urologista Luís Felipe Piovesan, o grande objetivo da campanha Novembro Azul é informar a sociedade sobre o quanto o câncer de próstata é um problema de saúde pública no Brasil. Este é o segundo tipo da doença mais incidente nos homens brasileiros, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.
— A grande chave da campanha é abrir os olhos da população para esse problema. A informação sensibiliza as pessoas, faz com que os homens tenham atitudes proativas de cuidar da saúde. Nós vemos que conforme a sociedade tem consciência, os diagnósticos são mais precoces e há queda na taxa de mortalidade.
Santa Catarina é o quinto Estado com maior incidência de câncer de próstata, com taxa estimada de 72,36 casos para cada 100 mil homens, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul (109,59 casos), Paraná (95,36), Mato Grosso do Sul (88,30) e Rio de Janeiro (74,5). Piovesan atribuiu três motivos para este fato:
— Um dos fatores é que nós temos uma dieta rica em gorduras saturadas, que está associada a nossa cultura ocidental. Outro motivo que faz com que SC tenha tantos casos é que nossa expectativa de vida é alta, assim a chance de câncer fica maior. Outro ponto importante é que temos mais notificação, em outros lugares, muitas vezes o homem morre sem ter o diagnóstico — explica o especialista.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) a hereditariedade é um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata. Homens negros têm até 60% mais chances de ter a doença. A indicação é que os homens procurem um médico especializado para monitorar sua saúde e detectar a doença a partir dos 50 anos. Negros ou aqueles com parentes em primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos.
— Quando o câncer de próstata apresenta sintomas, pode ser muito tarde. O que temos como resultado final do preconceito é sofrimento para o paciente e para a família, quando o homem acaba se privando de cuidar da sua saúde, ele acaba pagando um preço muito alto — completa Piovesan.
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