Ainda sem todo o material necessário para a escolha da nova gestora da Arena de Pernambuco, o Estado decidiu buscar parceiros privados para o empreendimento de outra forma. Através da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer (Seturel), o governo lançou um chamamento público para encontrar um novo patrocinador para o empreendimento. O alvo são empresas de bebidas que queiram vender com exclusividade e anunciar no estádio.
O edital foi publicado na última edição do Diário Oficial do Estado, veiculada no sábado, e deve gerar ao menos R$ 4 milhões para os cofres estaduais, nos próximos meses. “O contrato de patrocínio tem duração de um ano. Neste período, a empresa vencedora terá exclusividade na comercialização de bebidas e vai poder expor sua marca na Arena”, informou o secretário de Turismo e Lazer, Felipe Carreras. Ele disse também que os R$ 4 milhões serão pagos pelo patrocinador ao longo deste período. Mas ainda não há um cronograma definido para os pagamentos. Por isso, não se sabe qual será o reforço orçamentário imediato do projeto.
O secretário garantiu, por sua vez, que o novo patrocinador chega ainda neste mês. É que o edital publicado no sábado marcou para o próximo dia 27 a abertura das propostas privadas. “Quem ganhar a licitação já pode assumir no outro dia”, explicou Carreras, frisando que, desta vez, o nome da patrocinadora não será incorporado ao do empreendimento, como aconteceu quando a Arena era gerida pela Odebrecht, através de uma Parceria Público-Privada (PPP). Na época, a empreiteira firmou um contrato de patrocínio com a Itaipava. Com isso, o empreendimento passou a ser chamado de Itaipava Arena Pernambuco. “Desta vez não tem ‘naming rights’ (direito de nome, em português). Então, vai continuar se chamando Arena de Pernambuco”, enfatizou Carreras.
O secretário ainda se disse confiante no sucesso da licitação, mesmo depois de todos os escândalos que envolvem o estádio. A Arena deu prejuízo quando era gerida pela Odebrecht e, por isso, voltou às mãos do Estado, foi investigada por suspeitas de superfaturamento na Operação Fair Play da Polícia Federal (PF) e é alvo de um Termo de Ajuste de Gestão (TAG) do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na semana passada, o tribunal suspendeu o pagamento indenizatório que o Estado faz para a Odebrecht por conta da rescisão. “Sondamos o mercado antes da publicação. Então, sabemos que será uma licitação exitosa”, garantiu Carreras, lembrando que, em novembro, o Estado deve lançar outro edital em busca parceiros privados para a Arena. Desta vez, porém, será escolhido o próximo gestor do empreendimento.
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